O alimento participa ativamente do nosso desenvolvimento físico e emocional, tanto por fazer parte - desde o nascimento - do vínculo materno repleto de afeto, quanto porque em uma mesa junto à família, aprendemos a compartilhar, socializar e saborear novos alimentos, cheios de significados que constroem a nossa identidade.
A relação da família com a criança, através da comida, tem uma grande importância, mas deve-se atentar que esta não se torne super dimensionada, para que a necessidade de agradar ao filho e de cuidá-lo não se estabeleça somente através da comida.
Muitas vezes, acontece de a criança rejeitar a comida e o momento da refeição se torna um verdadeiro pesadelo, para toda a família.
Quando esse problema se estabelece por algum tempo, deve-se ir a um profissional para verificar o aumento de peso e a estatura da criança.
Se a criança está fora da curva de crescimento adequada, sem uma causa aparente, os especialistas avaliarão se esta inapetência é relevante em relação a uma doença ou patologia.
O importante é ver em que contexto está inserida a inapetência, porque as vezes está relacionada com a história familiar.
Não se pode analisar somente o componente orgânico, do ponto de vista dos nutrientes que são incorporados, mas também investigar o lado familiar.
Há crianças que por falta de afeto, não se alimentam.
Podem também haver outros motivos, como por exemplo, a competição com os irmãos. A inapetência surge sempre dentro de um contexto; com quem a criança se alimenta, se quando chega da escola encontra uma comida rápida preparada, ou se porventura é uma criança que nunca realiza as refeições com a mãe e com seus irmãos.
Fonte: Uol / Hosp Albert Einstein